Estratégia da oposição esvazia plenário e adia análise de urgência para recurso destinado a obras do PAC. Faltou apenas um deputado para atingir o mínimo necessário.
Por Portal do Guaiamum
08/05/2026 07h20 · Atualizado há 5 minutos
A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) viveu uma tarde de impasse nesta terça-feira (5). A votação do pedido de urgência para o projeto de lei que autoriza a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A (Embasa) a contratar um empréstimo de aproximadamente R$ 5,5 bilhões foi suspensa. O motivo foi a falta de quórum no plenário no momento decisivo.
O recurso, solicitado pelo Governo do Estado, é considerado estratégico para o financiamento de obras vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em parceria com a Caixa Econômica Federal.
A estratégia do “um voto”
A sessão foi marcada por uma manobra da oposição, que solicitou duas verificações de presença seguidas para testar a força da base aliada. No fechamento da contagem, apenas 31 deputados registraram presença — exatamente um parlamentar a menos do que o mínimo de 32 exigido para que as votações pudessem ocorrer.
Diante do esvaziamento, a presidente em exercício da Casa, deputada Ivana Bastos (PSD), encerrou os trabalhos. “A base governista tinha número suficiente para aprovar a urgência, mas a ausência de um parlamentar foi decisiva para travar a sessão”, lamentou.
Raio-X do Projeto e da Sessão
| Detalhes do Projeto | Informações |
| Valor do Empréstimo | R$ 5,5 bilhões |
| Instituição Financeira | Caixa Econômica Federal |
| Destinação | Obras de saneamento e abastecimento (PAC) |
| Quórum necessário | 32 deputados |
| Presença registrada | 31 deputados |
Clima tenso na base governista
O resultado gerou um mal-estar imediato na liderança do governo. O deputado Rosemberg Pinto (PT), líder da bancada governista, subiu o tom e afirmou que pretende investigar as razões das ausências.
O foco da “caça aos faltosos” recai sobre parlamentares que foram vistos nas dependências da Alba, mas que optaram por não registrar presença no painel durante a verificação, colaborando indiretamente para a derrubada da sessão.
“Precisamos de compromisso com a agenda do estado. O recurso é para infraestrutura hídrica, algo que beneficia toda a população baiana”, pontuou Rosemberg.
O que vem a seguir?
Ainda não há uma nova data oficial para que o pedido de urgência retorne à pauta. No entanto, a expectativa é de que a articulação política do governo Jerônimo Rodrigues intensifique o diálogo com os aliados nas próximas 24 horas para garantir “presença total” e evitar um novo revés na próxima sessão ordinária.
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